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Genealogia Família Paro NÚCLEO DE ORIGEM Luigi Paro e Giovanna Gobbo e seus três filhos: Luigi Paro “Figlio” (?) Benedetto Paro (1854-1930) Giovanni Paro (?) Neste documento, o ramo familiar: Luigi > Benedetto > Antonio Organização da genealogia Nestor de Oliveira Filho Casado com Zenaide Paro Tônus (filha de Aurélia Paro) Valdemar Vello Neto de Marina Paro (filha de Benedetto Paro)
Apresentação Nestor de Oliveira Filho Você já experimentou observar amorosamente a árvore de sua família, a seiva que lhe dá vitalidade, as flores e frutos que ela produz, e imaginar as raízes que lhe dão sustentação? Em sua memória, guardadas em cartas, cartões e álbuns de fotos ou, quem sabe, ainda bem próximas de você há raízes, troncos e ramos de árvores frondosas que acumulam sabedoria e ternura, carinho e compreensão e muitas histórias boas para serem relembradas. Converse com elas e descobrirá tantos detalhes curiosos que irão enriquecer sua história. Faça anotações e tire também boas fotos... Depois de percorrer o mundo, nas rodas de relacionamentos e de amizades, chegará o tempo em que você voltará sua atenção para a história da família. Para sua verdadeira história! Rodeado pelos familiares me veio um pensamento... Comparei-me a um jacarandá já bem velho, que deu muitos frutos. E desses frutos, as sementes que caíram ao chão se transformaram em arvorezinhas, que cresceram, cresceram, formando um lindo bosque. E eu bem firme no meio delas. Com os olhos em lágrimas eu me senti igual aquele velho jacarandá. Mas que, com o tempo, perdeu alguns galhos bem bonitos. Galhos fortes que tantos frutos deram e que foram motivo de muitas alegrias. Nesse devaneio, quase sonhando acordado, olhei mais uma vez ao meu redor, e vi outro tronco tão forte como o do jacarandá. Esse era o de uma cerejeira... Uma árvore também vistosa e muito florida. Nela me revi caminhando há muitas décadas... Ela, com sua seiva, misturando-se a do jacarandá, contribuiu para dar mais vida a todas essas arvorezinhas do nosso lindo bosque. Agora, muito feliz, rodeado por arvorezinhas de jacarandás e cerejeiras, vejo com alegria nossas famílias unidas perpetuando a dádiva mais sublime: a consagração da vida! Nesse momento de emoção, reafirmo:
Poder contribuir para resgatar a genealogia das nossas famílias foi uma graça de Deus!
Sumário Homenagens do Nestor Sagarana da família Paro em Colina: Fazenda Monte Belo Teu chão abençoado Tempo de criança Recordar a sua história Quando a saudade aperta Ser caipira Registros no Memorial do Imigrante Notas do Vello Notas históricas do Nestor Genealogia Paro: Luigi > Benedetto Luigi Paro e Giovanna Gobbo: filhos, noras e netos Benedetto Paro e Luigia Cardini: filhos, noras e netos
1 Genealogia Paro: Luigi > Benedetto > Antonio Antonio Paro e Eugenia Girardi: filhos, noras e netos Antonio Paro e Eugenia Girardi: netos, bisnetos, tataranetos... Antonio > Luiz Antonio Antonio > Luiza Antonio > Genoveva Antonio > Pedro Antonio Antonio > José Antonio Antonio > Matilde Antonio > Aurélia Antonio > Joana Antonio > João Antonio > Antonio Filho
2 Genealogia Paro: Luigi > Benedetto > Giacomo Giacomo Paro e Angela Marin: filhos, noras e netos Giacomo Paro e Angela Marin: netos, bisnetos, tataranetos... Giacomo > Santo Giacomo > Guerino Giacomo > Heleutério Giacomo > Antônio Giacomo > Aurélio Giacomo > Joana Giacomo > Maria Giacomo > Angelina Giacomo > Olinda Giacomo > Zica
3 Genealogia Paro: Luigi > Benedetto > Marina Marina Paro e Serafino Pietro Paolo Velo: filhos, noras e netos Marina Paro e Serafino Pietro Paolo Velo: netos, bisnetos, tataranetos... Marina > Maria Marina > Antonio Marina > Benedicto Marina > Luiza Marina > João Marina > Mário Marina > Luzia Marina > Deolinda Marina > Anna Marina > Izolina
4 Genealogia Paro: Luigi > Benedetto > Catarina Catarina Paro e João Polizelli: filhos, noras e netos Catarina Paro e João Polizelli: netos, bisnetos, tataranetos... Catarina > xxxx Catarina > xxxx Catarina > xxxx Catarina > xxxx Catarina > xxxx Catarina > xxxx Catarina > xxxx Catarina > xxxx Catarina > xxxx Catarina > xxxx
5 Genealogia Paro: Luigi > Benedetto > Angelo Angelo Paro e Santa Amabile Piai: filhos, noras e netos Angelo Paro e Santa Amabile Piai: netos, bisnetos, tataranetos... Angelo > Amália Angelo > Otávio Angelo > Ângelo Paro Filho Angelo > Mário Angelo > Adelaide Angelo > Luiz Angelo > Elza Angelo > Ildica Angelo > Alcebíades Angelo > Jacy Angelo > Lauremi Angelo > Sonia Angelo > Doraci Maria Angelo > Benedito José
6 Genealogia Paro: Luigi > Benedetto > Elvira Elvira Paro e João Piai: filhos, noras e netos Elvira Paro e João Piai: netos, bisnetos, tataranetos... Elvira > xxxx Elvira > xxxx Elvira > xxxx Elvira > xxxx Elvira > xxxx Elvira > xxxx Elvira > xxxx Elvira > xxxx Elvira > xxxx Elvira > xxxx
7 Genealogia Paro: Luigi > Benedetto > Ernesto Ernesto Paro e Antonia Favaretto: filhos, noras e netos Ernesto Paro e Antonia Favaretto: netos, bisnetos, tataranetos... Ernesto > Luiza Antonieta Ernesto > Anna Ernesto > João Ernesto Ernesto > Maria Luiza (ou Tereza) Ernesto > José Benedito Ernesto > Terezinha Ernesto > Célio Antonio Ernesto > Paulo Benedito Ernesto > Maria do Carmo Ernesto > Rosa Maria Genealogia Paro: Luigi > Luigi “Figlio” Luigi Paro “Figlio” e Luigia Barbieri: filho (único)
Genealogia Paro: Luigi > Luigi “Figlio” > Luigi “Nipote” Luigi Paro e Amabile Vello: filhos, noras e netos Luigi Paro e Amabile Vello: netos, bisnetos, tataranetos... Luigi Paro > Antonio Luiz Luigi Paro > Carlos Luigi Paro > Alonso Orlando Luigi Paro > Policarpo Luigi Paro > Ricieri Luigi Paro > Luiza Luigi Paro > Maria Luigi Paro > Celeste Luigi Paro > Gentile Luigi Paro > Aurora Genealogia Paro: Luigi > Giovanni Giovanni Paro e Luigia Rossi / Barbieri: filhos, noras e netos
1 Genealogia Paro: Luigi > Giovanni > Domenico Domenico Paro e Filomena Osto: filhos, noras e netos Domenico Paro e Filomena Osto: netos, bisnetos, tataranetos... Domenico > xxxx Domenico > xxxx Domenico > xxxx Domenico > xxxx Domenico > xxxx Domenico > xxxx Domenico > xxxx Domenico > xxxx
2 Genealogia Paro: Luigi > Giovanni > Enrico Enrico Paro e Silvia Segantini: filhos, noras e netos Enrico Paro e Silvia Segantini: netos, bisnetos, tataranetos... Enrico > Luiza Enrico > Santa Enrico > Henrique Paro Junior Enrico > João Henrique Enrico > Armando Enrico > Anita Enrico > Izolina Enrico > Antonieta
3 Genealogia Paro: Luigi > Giovanni > Maria Maria Paro e Bortolo Benetti: filhos, noras e netos Maria Paro e Bortolo Benetti: netos, bisnetos, tataranetos... Maria > xxxx Maria > xxxx Maria > xxxx Maria > xxxx Maria > xxxx Maria > xxxx Maria > xxxx
4 Genealogia Paro: Luigi > Giovanni > Regina Regina Paro e xxxx: filhos, noras e netos Regina Paro e xxxx: netos, bisnetos, tataranetos... Regina > xxxx Regina > xxxx Regina > xxxx Regina > xxxx Regina > xxxx Regina > xxxx
5 Genealogia Paro: Luigi > Giovanni > Virginia Virginia Paro e xxxx: filhos, noras e netos Virginia Paro e xxxx: netos, bisnetos, tataranetos... Virginia > xxxx Virginia > xxxx Virginia > xxxx Virginia > xxxx Virginia > xxxx Virginia > xxxx Virginia > xxxx
6 Genealogia Paro: Luigi > Giovanni > Marina Marina Paro e xxxx: filhos, noras e netos Marina Paro e xxxx: netos, bisnetos, tataranetos... Marina > xxxx Marina > xxxx Marina > xxxx Marina > xxxx Marina > xxxx Marina > xxxx Marina > xxxx
Homenagens do Nestor Sobre a organização desta genealogia: Pra continuar a brincadeira, pra você eu vou dizer. Este trabalho dá canseira, mas é gostoso de fazer. Velando vou seguindo, pois avante temos que andar. Passos firmes, descobrindo, a grande obra não vai Parar!
Sobre a Igreja de Nossa Senhora Aparecida, construída na Fazenda Monte Belo e inaugurada em 1928: Monte Belo é um bairro rural da cidade de Colina. Cidade, meu berço natal, falar bem de ti é minha sina. A festa da padroeira era sempre em setembro. Dia 8, dia santo. esso ainda eu me lembro. Lá havia uma árvore. Ela era a maioral! A mais gigante da terra. Eu nunca vi outra igual! A festa se realizava à sombra daquela figueira. Os galhos protegiam a comunidade inteira. Tinha o bar e as barracas, o coreto pro leilão. Todo o povo da redondeza... uma grande multidão. A festa já começava Com uma grande alvorada, Com o padre e os fiéis, Uma missa era rezada. Via-se naquele povo Uma grande devoção, Seguir a imagem da Santa, Todo mundo em procissão. Terminando o preceito, Com Jesus o rei da messe, O povão com alegria, Ia todo pra quermesse.
Sagarana da Família Paro em Colina
Fazenda Monte Belo
Monte Belo, Monte Belo! Meu pedacinho de chão. Tuas imagens do passado, Eu ‘inda’ guardo no coração. Nestor de Oliveira Filho A POESIA E A PROSA DA GENTE DA TERRA Teu chão abençoado Ouve-se longe uma cantiga Nestor de Oliveira Filho Teu chão abençoado é todo branco, no areão. O branco da paz sagrada, conquistada em oração. ‘Manhãzinha’ na fazenda amiga, Desponta o sol no horizonte. Pássaros farfalham em cantiga, Voam aves e jorra a fonte. Vê o azul e o verde monte, onde o céu com a terra se liga. De um carro passando a ponte, ouve-se longe uma cantiga. Ouve-se o mugido da boiada, o zurrar dos burros pastando. O relinchar da cavalhada. E, no terreiro, o galo cantando. Tempo de criança Descalço pisei no chão! Nestor de Oliveira Filho Vi meu povo jogar boccia, vi também jogar baralho. Vi, bem cedo, madrugada, todos irem pro trabalho. Nesse tempo de criança, muita alegria eu tinha. Na gangorra, na balança e na carne de galinha. Comia muito angu, carne de porco e canjiquinha. Mamãe fazia tutu, torresmo e feijão com farinha. Descalço andei na grama, Descalço pisei no chão. Descalço chutei bola, Descalço fiz poeirão! Com barro fiz pelotas pra tacar na passarada. No estilingue não fiz mira, não acertei uma pedrada. Colhi café maduro, cortei arroz e ‘ranquei’ feijão. Colhi mamona na roça, debulhei milho na mão. Cortei mato de todo tipo, beldroega, pelinho e colchão. Caruru, capim-angola, pé-de-galinha, carrapicho e picão. Manejei muito enxada, Rastelo, rodo e enxadão. Martelo, foice e peneira, Faca, pá e cambão. Do livro ‘Mil e uma noites’ ouvi, do pai, toda a história. Ele falava noite ‘todinha’, pois tinha boa memória. Histórias do ‘João com a Joana’ e do ‘Saci Pererê’. Da ‘mula sem cabeça’ e do ‘escuta a grama-nascê’. Contava da ‘branca de neve’ e aquela do ‘quero pacuera’. Do ‘sertão do major Camilo’, que ficava atrás da serra. Até a história da ‘bruxa’ e a do ‘compadre folharada’. Engraçada era a do ‘tatu, suspense’ e a do ‘rei da bicharada’. Noite escura, o medo aumenta. Já pensava em assombração. Curiango batendo asas. Já saíamos em carreirão! Tropel da cavalhada, em noite de lua clara, eu vi! Coruja assustava cavalos e, todos, corríamos do saci. No brejo do tabual, aquele foguinho eu também vi! Diziam que era alma penada, que à noite passeava ali. Outros falavam ‘é cobra-de-fogo’, que tem nome de boitatá. Acho mesmo que era vaga-lume. Todas as crianças fugiam de lá. Neste mundo tudo passa. A infância também passou. Foi chegando a mocidade... Pouco tempo ela durou! Tem que ser bem responsável, quando chega a idade adulta. A gente perde a inocência. Nossa vida é uma labuta! Recordar a sua história Monte Belo, anos cinqüenta... Nestor de Oliveira Filho Nos versos a seguir, Vou testar minha memória. Monte Belo, anos cinqüenta... Recordar a sua história. Não sou pretensioso pra lembrar todo passado. Mas, daquilo que me lembro, espero ser aprovado. De alguns não me recordo. Vou falar de coração. Outros que me desculpem, Peço logo meu perdão. O senhor Antônio Paro, família de tradição, Às crianças do Monte Belo, ensinava religião. Seu Antônio falava firme, com muita fé e devoção. Catecismo, sem barulho! A varinha pedia atenção. Dele poderia escrever mais coisas com carinho... Todos meses, pra trocar fubá, eu ia em seu moinho. Dona Eugênia Girardi Paro, bem pouco conheci. Vítima de dor reumática, nem à capela podia i(r). Dona Lúcia, predileta dos pais, foi braço direito. Educou até sobrinho e pajeou neném de peito. Lúcia, bem cuidadosa, zelou pela capela. Benemérita no bairro devemos favor a ela. Quando a saudade aperta Eu sinto o cheiro do mato Nestor de Oliveira Filho Os projetos pra minha vida, Sempre com amor eu selo. O pensamento vai bem longe, Sempre vai pro Monte Belo. Este filme está gravado Dentro do meu consciente. Quando a saudade aperta, A cena se torna presente. Toda vez que dou asas Pro pensamento voar, Ele vai pra minha terra, Pra saudade matar. Vejo a colônia comprida, Povoada de boa gente! Vejo criançada brincando, Como era antigamente. Eu sinto o cheiro do mato E o cheiro da terra batida. Vejo todo aquele povo Da minha infância querida. Com muita alegria e saudade Eu vou terminar minha poesia. Quem morou no Monte Belo, Ainda quero rever um dia. Ser caipira A pureza da Mãe Terra Nestor de Oliveira Filho Minha escrita é bem simples. E bem simples sou também. Simplicidade traz no bojo O amor que a pessoa tem! Dizem que sou caipira, Disfarço, mas não consigo. Esse tema que me inspira: Certeza, ele nasceu comigo! O caipira é homem bom. Ser simples é uma virtude! Caipira da cidade ou do sertão, Importa, mesmo, sua atitude! Sou caipira porque expresso Toda riqueza da terra querida. Sol, água, planta, que beleza! Sou feliz! Lá eu tenho guarida. O caipira traz na alma A pureza da Mãe Terra. A beleza do canto do pássaro, O clarão da lua detrás da serra! Deus fez o homem lá no Éden com barro do sertão abençoado. Perfeita mistura de amor e terra! Ele viu que era bom o que foi criado.
Registros no Memorial do Imigrante
Notas do Vello ... Por tradição, na família há informações de que MARINA PARO, também filha de Benedetto Paro e Luigia Cardini, nasceu no navio BOURGOGNE, na viagem ao Brasil. Portanto, Marina nasceu em 1887, se a viagem ocorreu entre 01/01/1887 e 13/02/1887 (data de entrada na Pousada do Imigrante). Marina só foi registrada em Ribeirão Preto em 1895. ... NAVIO VAPOR BOURGOGNE O que é o destino, só de imaginar que a minha nonna Marina Paro nasceu nesse vapor em 1887! 4 luglio 1898 – Nave a vapore francesa, Bourgogne, affonda in seguito a collisione con veliero inglese Cromartyshire al largo della Nuova Scozia; 549 morti. ... Com base nesse registro do Memorial do Imigrante, os outros filhos de Benedetto Paro e Luigia Cardini nasceram no Brasil: Catarina (?), Ângelo (1893), Elvira (?) e Ernesto (1897). ... Nessa genealogia, vamos adotar a escrita original dos nomes em italiano (sem acentos, etc.), sempre que houver registro no Memorial do Imigrante ou em outro documento italiano. Os filhos nascidos no Brasil seguem as normas da escrita oficial dos nomes, sempre que possível, conforme registro de nascimento.
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